terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval Canábico 2017: Veja a lista dos blocos libertários pela maconha

Engana-se quem acha que no carnaval só se faz folia e não política. Os blocos de rua que celebram a cultura canábica e gritam pela legalização, de uma maneira irreverente, sacodem a sociedade brasileira frente à normalização da maconha e contra a proibição dos seus usos. Confira a agenda dos blocos canábicos de 2017.

Ledo engano se você acha que com folia não se faz política. “O Carnaval sempre foi um ato político. Na Primeira República, a população negra utilizou o Carnaval para afirmar sua autonomia. Hoje é um grande espaço de crítica política e social. No Carnaval, o humor e o sarcasmo funcionam como arma de transgressão política. A brincadeira é uma forma de manifestação”, segundo explicação de Eric Brasil, autor do livro “A corte em festa: experiências negras  em carnavais do Rio de Janeiro”, publicado em artigo do The Intercept_ Brasil.
Transformando desde sempre o palco da folia em espaço para manifestação política, a maconha já está inserida neste circuíto de purpurinas e batidas desde a década de 70, com o pioneiro bloco canábico “Segura a coisa“, que com seu hino, criado pela cantora Miúcha Buarque (Quero me perder / Quero me encontrar / Perto de você / Quando a loucura começar), desfila pelas ladeiras de Olinda, Pernambuco, na quarta-feira de cinzas, desde 1975.
Como carnaval, história e maconha andam juntos, assista abaixo à jornalista Paula Dip entrevistando Miúcha, em 1989 na TV Gazeta, abordando a poesia da marcha-hino do bloco carnavalesco em defesa da legalização da maconha, bem antes até mesmo do STF não considerar mais apologia falar e, claro, cantar sobre a maconha e sua legalização.
E é com o Bloco que sacode e esfumaça Olinda, há 42 anos, que abrimos a lista dos blocos canábicos de 2017.
SEGURA A COISA [PE]
Tal como um baseado, a divulgação do Bloco “Segura a Coisa” corre somente de boca em boca, mas o ponto de partida, dia e hora são os mesmos há anos. Segundo a agenda oficial do Carnaval de PE, o Segura a Coisa desfila às 23h, na Rua do Amparo entre os números 262 e 320, no 1º dia de março.
PLANTA NA MENTE [RJ]
Uma mistura que a cada folia ganha mais adeptos é curtir o Carnaval Carioca com “Planta na Mente“, que deixa a quarta em brasas antes de virar cinzas. Marcando presença durante todo o ano, trazendo alegria e manifesto em inúmeros atos pela legalização, o bloco Planta na Mente ganha a cena, com todo o esplendor de uma escola de samba na Marquês de Sapucaí, no dia 1º de março, concentrando nos Arcos da Lapa a partir das 14h20 e às 16h20 todos tacarão fogo em direção às Praça Tiradentes. Em 2016, o Bloco arrastou por todo seu cortejo mais de 20 mil foliões, caretas ou não, pela legalização da maconha.
Para quem curte um baile, o Planta na Mente apresenta nesta sexta-feira (10) a 6ª edição do Baile de Máscaras Canábicas mais esfumaçado do Rio. Clique aqui e saiba mais.
E para você que ainda não conhece o Planta e, também, para o deleite dos apaixonados do bloco legalize, segue abaixo o vídeo do clipe oficial do Planta na Mente, “Não é mole não”:
“Nossas marchinhas de carnaval não são apenas músicas, são gritos de liberdade e de transformação! Queremos que as pessoas, principalmente negros e negras, parem de ser presos e mortos por causa dessa atual guerra às drogas, que pode ser considerada como uma verdadeira guerra aos pobres.” – trecho do manifesto da organização Planta na Mente. 
BLOCO DO MANJERICÃO [Belo Horizonte – MG]
Fechando o carnaval de Belô de uma forma bem quente e esfumaçada, na quarta-feira de brasas a capital mineira recebe em suas ruas o Bloco do Manjericão, com o celebre refrão: “Não vou comprar Manjericão / Eu vou plantar no meu jardim / Se todo mundo plantar um / Manjericão, não vai faltar pra mim”.
Por motivos de segurança, misticismo ou pura sequela, desde que começamos a reunir a agenda do carnaval canábico, não encontramos muitas informações. Então, é melhor ir sondando com a galera da massa por onde o bloco vai passar às 16h20. Se você souber de algo, compartilhe com a gente comentando abaixo.
BLOCO KAYA NA GANDAIA [SP]
Puxado pela Bateria Destemida do Forte, o Bloco Kaya na Gandaia promete sacudir a Madalena em ritmo de samba-reggae e ijexá, tocando seus arranjos carnavalescos para clássicos de Bob Marley e do reggae nacional, além de homenagens aos blocos afro de Salvador. Este ano o bloco também sai cantando sua primeira composição autoral, a homônima: KAYA NA GANDAIA!
Fundado com a proposta de homenagear e tocar os clássicos de Bob Marley em ritmo de samba-reggae, o bloco realizou sua primeira apresentação no carnaval de rua de São Paulo, na Vila Madalena, em 2013.
confira blocos canabicos para voce curtir a folia em 2015 bloco kaya na gandaia Carnaval Canábico 2017: Veja a lista dos blocos libertários pela maconha
Segundo publicação na página oficial do Bloco no Facebook, o Kaya na Gandaia terá seu desfile realizado no dia 04 de março, no sábado pós carnaval, curando a ressaca com as mensagens do Rei do Reggae.
CORDÃO DA BOLA PRESA [ Atibaia – SP ]
O bloco que chegou fazendo a cabeça em seu primeiro desfile em 2014 repetindo a dose nos anos seguintes foi o Cordão da Bola Presa. Ele é organizado pelo coletivo Alterando a Consciência e convoca a todos para mais um desfile embalado pelos versos:

“O Bola Presa chegou ???
Perguntando porque a erva é proibida
Se ela só traz paz e amor ???”

O bloco do Cordão da Bola Presa tá previsto para ganhar as ruas na sexta-feira e no sábado de carnaval, mas ainda sem local de concentração e partida definidos. Acesse a página do coletivo Alterando a Consciência e do Cordão no facebook e saiba mais sobre sua programação. Clique aqui: Cordão da Bola Presa.
BLOCANNABIS [DF]
Ledo engano quem acha que em Brasília não há folia. Em clima folia, no sábado dia 25, o recém nascido BloCannabis estreia junto aos tradicionais blocos da Capital, como o Babydoll de Nylon e o Calango Careta, no espaço FUNARTE às 16h20.
O bloco nasce com o proposito de homenagear e gritar pela legalização da Cannabis, uma planta que sempre esteve presente em nossas vidas.
Tem mais. A galera do BloCannabis, em clima de despedida da melhor semana do ano convida a todos para o fechamento do carnaval 2017, com a festa de lançamento da Revista Maconha Brasil em Brasília e da Rede Latino-Americana de Mulheres Cannábicas no Brasil. Clique aqui e saiba mais.

Todo Carnaval tem seu fim… ou não!

A lista com os blocos pela legalização da maconha será atualizada por todo o  mês de fevereiro. Até a data desta publicação, aguardamos informações sobre os desfiles dos blocos BatuCannabis (PR), IemanJah Rastafari (ES) e Bloco da Liberdade (SP).
No decorrer de alguns anos, nós do Smoke Buddies pudemos registrar que Carnaval e Maconha se misturam muito bem e que a combinação rende boa brisa até para quem não usa. Assim, deixamos o nosso apoio aos blocos libertários e à torcida e desejamos que apareçam mais registros de movimentações canábicas no Carnaval.
Se você fizer parte de um bloco da maconha ou conheça algum que não saiu aqui, envie para gente através do e-mail contato@smokebuddies.com.br ou comente abaixo.
E se na sua região ainda não tiver um bloco da maconha, reúna a galera do Gererê, se inspirem nas Marchinhas do Planta e outros blocos e aproveitem essa festa subversiva que é o carnaval para gritar pela regulamentação da planta.
Confira abaixo a marchinha carnavalesca “A Marcha da Maconha”, de Henrique Cazes, na voz do intérprete Jota Canalha.
“Com três tapinhas nós fazemos um carnaval 
 não tem lei seca que segure o pessoal! 
 Desberlota aí que eu enrolo para você 
 depois só falta um canto sossegado para acender”

10 curiosidades sobre a cultura Rastafári que você precisa conhecer

Muitos dos sistemas das primeiras crenças Rastafári foram centrados em torno de profecias bíblicas. O movimento Rastafári pode ser visto como uma religião nascida nas áreas mais pobres da Jamaica, por volta dos anos 1920 e 30, profundamente enraizada e centrada em torno de repatriação, afrocentrismo, limpeza espiritual e não-violência. Relacionamos aqui 10 curiosidades a respeito da cultura Rastafári. Confira! 


1. As cores Rastafári


Verde, vermelho, amarelo e preto são as cores oficiais da cutura Rastafári e representam tanto valores materiais como espirituais. O verde significa a vida da vegetação africana, o vermelho significa o sangue e o martírio, o amarelo a riqueza e a prosperidade africana e o preto representa o povo. 


2. Fumar maconha não é tudo


Muita gente se sente atraída pela ideia de se tornar um Rastafári para ter uma desculpa para fumar maconha. Mas isso é opcional na cultura e não é uma prática essencial para a crença. 


3. Dieta especial


A dieta Rastafári é focada em alimentos naturais que são benéficos para a saúde. Carne vermelha e alimentos processados estão fora de cogitação, eles acreditam que esses alimentos apodrecem o corpo. 


4. Não os chamem de "Rastafarianos"


Eles não gostam de ser chamados de rastafarianos, pois acreditam que os termos “rastafarianos” e “rastafarianismo” representam a forma que o sistema corrupto e babilônico opressor se refere a eles. Eles são apenas Rastafári e ponto. 


5. Seu corpo é seu templo


Os Rastafári acreditam que seu corpo é seu templo e você precisa cuidar dele. Esse é o motivo pelo qual eles cultivam longos dreadlocks que crescem de forma natural, não usam nada que não seja de origem natural, como tinturas e outras químicas, não bebem álcool e não se tatuam.


6. A Babilônia



O movimento Rastafári se originou na África, onde onde negros eram escravizados e forçados a trabalhar. A Babilônia é o sistema onde o homem explora o homem, o capitalismo, o preconceito com os negros e tudo que oprime o povo. Essa é a razão pela qua eles ignoram o estilo de pensar dos ocidentais, que para eles é a Babilônia. 

7. O visão do paraíso é inspirado na África


As crenças Rastafári são muito baseadas na bíblia, mas eles acreditam em outra visão do paraíso e não é na vida após a morte, é aqui e agora. A África, referida como Zion, é o paraíso que eles imaginam na Terra, de onde eles vêm, a terra da liberdade. 


8. Eles possuem dialeto próprio


Uma divisão do dialeto creolo jamaicano conhecido como Lyaric é uma de suas marcas registradas. O idioma inglês foi desenvolvido e modificado pelos escravos africanos que foram levados para a Jamaica. 


9. Haile Selassie representa a segunda vinda de Cristo


Tido como o centro da filosofia Rastafari, no início de 1900, Marcus Garvey, fundador do Rastafári, profetizou que um novo rei negro viria em breve para a África. Pouco depois, este novo rei etíope foi coroado e visto como Jesus. 


10. Grounation Day (21 de Abril)


O dia 21 de Abril tem um significado para o povo Rastafári, é um dos dias sagrados mais importantes da cultura. Foi o dia em que Haile Selassie visitou a Jamaica, as pessoas acreditavam que ele foi para encontra-los. O dia é celebrado como uma honra a sua visita em 1966.


A publicação original é do site lombra.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Adão Negro

2015 - Adão Negro - #AdãoNegro
TRACKLIST
01 - Reggae Me Leve
02 - Vem Me Dar Um Beijo
03 - Abençoa Jah
04 - Perto do Mar
05 - Raio de Sol
06 - Nem Pense em Dúvidar
07 - Todas Coisas do Mundo
08 - Honey
09 - Hey Meu Jovem
10 - Infinito
11 - Rede Social

A música que projetou Leandro & Leonardo, na versão original se tratava de um Reggae

A música "Pense em mim" que projetou a dupla sertaneja Leandro & Leonardo em sua versão original se tratava de um Reggae

Os compositores da versão original da música que fez grande sucesso nas vozes de Leandro e Leonardo, foram ao palco do Domingo Show. Eles cantaram a música Pensa em Mim e ainda contaram com uma surpresa. Veja o que eles ganharam das mãos do apresentador Geraldo Luis. Confira!


Via: somjah.blogspot.com.br

Há 10 anos, o Ponto de Equilíbrio cantava "Ditadura da Televisão" no "Altas Horas" da Globo

"Isso é original Ponto de Equilíbrio, a 10 anos atrás no programa Altas Horas da rede Globo de televisão, emendando Ditadura da Televisão em Aonde vai Chegar (Coisa Feia) para surpresa de Serginho e seus convidados e para alegria do nosso público presente no local. Recordar é reviver, esse com certeza foi um dos momentos que marcaram história na nossa carreira." Escreveu Hélio Bentes em seu perfil do Facebook



Via: http://somjah.blogspot.com.br

Rastabrothers lança música e clipe da canção ''Sigo Meu Caminho''




Rastabrothers é o nome do mais novo projeto da música reggae potiguar.

Fruto do trabalho dos irmãos Jonathas Rodrigo e Judson Philipe, ambos ex-integrantes da banda Rastafeeling, e que no decorrer de suas carreiras artísticas acumularam experiência para renovar a cena reggae potiguar com este novo projeto.

E dando início ao projeto, o Rastabrothers lançou no comecinho de fevereiro a música "Sigo Meu Caminho" e junto o videoclipe da canção, que também trouxe o Hallison Marcelino no vocal.

Assista ao clipe:



Ficha Técnica:
Jonathas Rodrigo: Produção musical, arranjos, letra, baixo e vocal.
Judson Philipe: Bateria, letra, percussão e vocal.
Hallison Marcelino Costa: Vocal e letra.
Felipe Magno: Piano e Orgão.
Michael William: Guitarras
Jhony Ksanova: Synths
Silvio Franco: Técnico de Gravação, mixagem e masterização.
Haram G Nobre: Vídeo e Edição.
Gravado no stúdio Atelier sonoro no final de 2016.

Acompanhe a banda no facebook: Rastabrothers


Via: www.reggaedovale.com.br

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Reggae é a música favorita dos cachorros, dizem cientistas




Estudo da Universidade de Glasgow avaliou mudanças fisiológicas e comportamentais dos animais.


Já se perguntou que tipo de música o seu cachorro gosta? Um estudo recente feito pela Universidade de Glasgow e a Sociedade Escocesa para Prevenção de Crueldade aos Animais pode ter a resposta.
Depois de tocar uma grande variedade de músicas para cães em um centro de pesquisas em Dumbartom, na Escócia, os cientistas avaliaram mudanças fisiológicas e comportamentais dos animais.




O Professor Neil Evans, que coordenou a pesquisa, disse à BBC que as mudanças mais positivas foram causadas pelo reggae e 'soft rock' (pop rock suave dos anos 1980).





Apesar disso, ele acrescenta que cada cachorro tem seu gosto individual. "No geral, a resposta a diferentes gêneros foi misturada, destacando a possibilidade de que, como seres humanos, nossos amigos caninos têm suas preferências musicais individuais", esclareceu o cientista.



A PLAYLIST DOS ANIMAIS
Foram tocados cinco tipos de músicas para os cachorros: soft rock, soul e funk da Motown, pop, reggae e clássico. O estudo mediu o batimento cardíaco e o relaxamento dos cachorros diante dos diferentes gêneros.
A Sociedade Escocesa para Prevenção de Crueldade aos Animais disse que agora irá investir em sistemas de som para todos os seus canis.
"No futuro, cada centro será capaz de oferecer aos nossos amigos de quatro patas uma playlist de acordo com seu gosto. O objetivo é estender essa pesquisa a outras espécies em nosso cuidado".
Não é a primeira vez que é pesquisado o efeito da música em animais. Violoncelista da National Symphony Orchestra da Inglaterra, David Teie estudou o som que os gatos preferem e compôs uma música que eles consideram "calmante".


Referências:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2017/01/27/reggae-e-a-musica-favorita-dos-cachorros-dizem-cientistas-268385.php

http://www.bbc.com/news/uk-scotland-glasgow-west-38757761

Paraibanos DuMATU & Denys RAS Lançam Single “Ode Aos Céus”



Os rappers paraibanos duMATU e Denys RAS lançaram na manhã deste sábado (4) single do Projeto “Fya Sanhauá” chamado “Ode Aos Céus“. Os artistas anunciam que em breve estará sendo liberado o segundo EP nas ruas. O single tem produção de Alann Ulises.



Via : http://www.polifoniaperiferica.com.br/

Entrevista Denys Ras (Etnia Ras) – TV MQA

Vai se ligando a entrevista que nosso irmão Denys Ras fez para a TV MQA de João Pessoa PARAIBA
Aperte  PLAY e conheça mais sobre projeto ETNIA RAS
Curta a Pagina ETNIA RAS: https://www.facebook.com/etniaras/


Via : http://reggaebr.com.br/

Da Jamaica Para o Mundo, Conheça a Origem Dos Sound Systems

Outro dia colei em um rolê ali no centro de SP. O DJ só tocava vinil e a estrutura de som era várias caixas de som enormes, empilhadas uma em cima da outra e várias vertentes do reggae ecoavam. Hoje em dia esse rolê é uma maneira mais alternativa de se reproduzir as músicas para um determinado público, porém, existiu uma época, em que os Sound Systems eram a único tipo de festa em que a galera que não tinha dinheiro podia colar.
A esta época que me refiro, não falo do Brasil e sim da Jamaica 

Kingston, anos 50, a pobreza impera. As pessoas não tem dinheiro para comprar rádios e muito menos toca discos. Surgem então os Sound Systems, estruturas de som totalmente improvisadas, na rua, que reproduzem músicas para a galera.  Você ouve Jamaica e já pensa em reggae, porém os primeiros Sound Systems tocavam discos de Rhythm & Blues americanos. Somente nos anos 60, com a popularização do rocksteady, ska e reggae, os selectas (dj’s dos sound systens), começaram a investir no estilo em suas playlists.
Nos anos 70, os selectas começaram a fazer versões dub das músicas que faziam mais sucesso e, algum deles, improvisavam com rimas faladas em cima das batidas.

Da Jamaica para o Mundo

Como a Jamaica passava por um período muito ruim de grana. Nos anos 70/80, muitos jamaicanos começaram a sair fora do país, buscando melhores condições de vida. Vários destes locais eram os selectas, que levavam em sua bagagem, vinis jamaicanos e toda experiência que um anfitrião das festas de rua tem.
O maior polo de imigração Jamaicano foi a Inglaterra e também os Estados Unidos, o que eu fez com que a cultura dos Sound Systems fosse fortemente inserida, principalmente na Inglaterra. Nos Estados Unidos, o Sound System ocasionou uma revolução nas periferias. Graças a isso, jovens americanos começaram a se interessar por comandar as festas e, misturando música daqui, música de lá, aumento de grave, diversos tipos de efeito, surgiu o Hip Hop, algo que também já falamos aqui.
O mais daora dos SoundSystems é que é tudo no improviso, o selecta decide na hora o que vai tocar e tem que ser ligeiro para trocar o disco. Quando a música é pedrada, o público responde com o grito “POW POW POW” e, quando é muito pedrada mesmo, o selecta dá o grito de “Rewind” e a música começa de novo. Isso mostra uma interatividade muito louca entre dj e público, coisa que não rola em outro tipo de festa.
Conheça alguns sons que tocam nos Sound Systems:



Via : http://www.skate4life.com.br/

sábado, 7 de janeiro de 2017

Depois do ventilador, agora temos o fogão do reggae

Criatividade é tudo! Dessa forma, já estou pensando que podemos fazer uma casa totalmente roots reggae, qual será o próximo item?



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Tava sem fazer nada, pintei as hélices do ventilador nas cores do Reggae

VIA: http://somjah.blogspot.com.br/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Origem do Nome Rastafari


Um Jamaicano de nome Marcus Garvey, descendente de Maroons (um quilombo bem sucedido, formado por escravos fugitivos que resistiram durante mais de 80 anos ao exército Inglês e tornaram-se independentes do governo colonial), se tornou famoso como líder do movimento negro nos EUA e na Jamaica no inicio do século e protagonizou um dos capítulos mais decisivos da história dos rastafari.


Marcus Garvey criou: a "Universal Negro Improvement Association", o jornal "Negro World" e a companhia "Black Star Line" ( esta última  tinha como objetivo viabilizar o retorno dos negros ao continente Africano), além de ter influenciado também os movimentos que libertaram a África do dominio colonial Europeu.


Ganhou fama de profeta, pois as suas ideias tinham como adeptos os líderes religiosos da Jamaica. Numa das suas últimas profecias, previa-se que um Rei Negro seria o líder que conduziria os negros do mundo inteiro à redenção. Quando, em 1930, Ras Tafari Makonnen foi proclamado Rei da Etiópia, adotando o nome de Haile Selassie I, "Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Sua Majestade Imperial, Leão Conquistador da Tribo de Judah, Eleito de Deus", os líderes religiosos da Jamaica reconheceram nele o Rei Negro, de quem o profeta havia falado. 


Desde então, os pregadores adotaram o nome de Rastafari, e passaram a dirigir as suas preces e a depositar as suas esperanças em Haile Selassie I. 


Para os Rastafari, além do que se relaciona com a profecia de Marcus Garvey, o Imperador Haile Selassie I é o Messias profetizado na Bíblia, visto que é um descendente direto de David, vindo da linha de Reis Etiopes que se estendia desde os tempos do Rei Salomão e da Raínha Sheba. Ele é a raíz de David.


Os Rastafari acreditam que Haile Selassie I é um Deus vivo para a raça negra, era o Imperador negro da Etiópia. Eles dizem que as escrituras o profetizaram como aquele que "tem o cabelo como lã e os pés como bronze", e acreditavam também que Selassie era o Jesus de que o Cristianismo falava, e que o homem branco sempre distorceu os fatos para que não acreditassem que Jesus era negro.


Selassie não era um rastafari. Ninguém faz ideia do que ele pensava do assunto. Por isso, é irônico o fato de que, quando um grupo de rastas da Jamaica foi à Etiópia para honrá-lo, um oficial do palácio lhes disse para se retirarem, pois poderiam incomodar o Rei, visto que este era devoto do cristianismo. Em vez de discutirem ou questionarem a respeito, os rastas acreditaram, e acreditam ainda, que pelo fato de o aclamarem Rei, não significava que este soubesse que o era.


Quando Haile Selassie I faleceu, em 27 de agosto de 1975, muitos rastas não acreditaram (pensavam que era um truque da midia para derrubar a sua moral), pois para eles os verdadeiros rastas eram imortais. Para compensar a sua morte, eles acreditavam que os seus átomos se espalharam pelo mundo, para fazer parte de cada novo recém-nascido, ficando assim imortalizado.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Novo Clipe da Tribo de Jah

Tá no ar! Vem ver nosso novo clipe "Confissões de Um Velho Regueiro"! Compartilhem sem moderação!




sábado, 17 de dezembro de 2016

O REGGAE NO CANADÁ

O reggae no Canadá começou muito similarmente como no Reino Unido e nos EUA, onde jamaicanos estabeleceram-se nos finais dos anos 1950 e 60. No início, a música foi simplesmente importada da Jamaica, mas logo começou a gravar sua própria música.Os pioneiros na cena canadense foram os grupos como The Rivals, The Sheiks, The Cougars e The Cavaliers. . Tudo remonta à época pré-reggae do ska e música rocksteady . Os quais muitas vezes se apresentam ao lado de bandas que visitavam o Canadá, como Byron Lee and The Dragonaires . Foi Toronto que se tornou o centro do reggae no Canadá, com algumas exceções em outras partes. Espaços que eram populares foram WIF (West Indian Federation) Club, Club Jamaica, Den Tiger e Blue Angel.O primeiro artista a gravar no Canadá foi Jackie Mittoo (que viveu há longos períodos), também Stranger Cole, Tony Eden, Audley Williams, Webber Sisters, Leroy Brown e Joe Issacs. Em 1974, o famoso estúdio Summer Records lançou seu primeiro single (Johnny Osbourne -Love Makes the World Go Round).Para muitos moradores e músicos jamaicanos os estúdios baseados em Ontário Summer Sound Studios  com Jerry Brown's Malton, conhecido como resposta do Canadá para a Black Ark de Lee Perry,era um refúgio criativo que tocou fundo nas profundezas da consciência universal do reggae. Localizado nos arredores de Toronto, o rótulo disparou o primeiro tiro em 1974, com "Rise Sun" de Johnnie Osborne apoiados com o salto celestial de  “Love Makes The World Go Round” (co-produzida pelo colaborador de Brown de um bom tempo e  fundador da Half Moon Records , Oswald Creary).Durante a maior parte dos anos setenta, o canadense produzido música reggae era uma entidade não-comercial, um cena underground próspera de expatriados que simplesmente fez o que veio naturalmente a eles em pequenos estúdios e danças privadas. Os registros principalmente sentaram-se despercebidos em meio ao fluxo constante de produtos jamaicanos no bando de lojas de discos independentes em Toronto que atendiam à população das Índias Ocidentais.Ao longo dos anos,é verdadeiro que diversas lendas da música reggae passaram pelo estúdio de Brown já extinto,por ninguém menos que Prince (agora King) Jammy: Jackie Mittoo, Willi Williams, Noel Ellis, Johnnie Osbourne, Stranger Cole, Leroy Sibbles e Carl Dawkins,para citar alguns.Durante os intensos os políticos e sociais turbulentos anos 1972 a 1982 na Jamaica,muitos artistas jamaicanos se mudaram para Toronto e para outros lugares no sul de Ontário. Algo que foi muito positivo para a cena local da música reggae. Alguns desses artistas foram Ernie Smith, Carlene Davis, Ken Boothe, Willie Williams, Fabienne Miranda, Joe Cooper e Lovindeer. O também produtor Prince Jammy viveu por algum tempo em Toronto, em relativa obscuridade até retornar para a Jamaica e tornando-se um personagem importante na evolução da história do reggae.Em 1976, o grupo Ishan People (que apresentou Johnny Osbourne sob o pseudônimo de Bumpy Jones) fez seu primeiro álbum pela GRT, e um segundo, seguido no ano seguinte. Foram no entanto Messenjah, Sattalites e Leroy Brown ,alguns dos poucos artistas de reggae que estavam gravando para um selo canadense principal.Leroy Sibbles(dos Heptones) mudou-se para Toronto em 1973 e lançou vários álbuns no Canadá para etiquetas como Micron, Boot, A&M e Attic. Com o apelo crescente do reggae mundial e também o reggae no Canadá ,começaram a aumentar com artistas como Nana McLean, One Love (com o guitarrista Tony Campbell), Groove Ital, Winston Hewitt , e Earth, Roots and Water.Em 1979, King Culture (que veio a Toronto há três anos) montou a sua gravadora, loja de discos e locadora de vídeo. Ele se tornou um dos mais prolíficos produtores de reggae canadense, juntamente com Jerry Brown (Ex-membro do 'The Jamaicans') da Summer Records e Oswald Creary da Half Moon .A partir dos anos 1980, uma série de artistas canadenses reggae dominou a cena musical em Vancouver (Dub Mango, Chester Miller, e Ras Lee), Montreal (Kali and Dub) e Toronto ( R. Zee Jackson , Lazo, Noel Ellis (que é filho de Alton Ellis ) Truth and Rights, Mojah, Adrian Miller, 20th Century Rebels, Jimmy Reid, Nana McLean, Blessed, Sattalites e Snow..Em 1981, em Kitchener, Ontário, o grupo Messenjah foi formado. Eram para ser reconhecidos como uma das principais bandas do reggae das raízes do Canadá.




Em 1985, Winston Hewitt fundou o Canadian Reggae Music Awards . Também os prêmios Juno introduziram a categoria de melhor reggae / calypso (mais tarde mudou para simplesmente reggae) no mesmo ano. Os sistemas de som no Canadá (sound-systems) :O sound system African Star de Stuart Brown foi formado por volta de 1980, em Toronto. Ele mudou-se para Jamaica por cerca de 1986. Leroy Sibbles tinha um sistema de som ativo no Canadá chamado Papa Melody,que caracterizou Stamma Ranking  entre outros. Em 1988, o estimado sistema de som jamaicano Metromedia fez uma turnê no Canadá...

  Andru Branch and Halfway Tree são excelentes artistas do reggae canadense,e gravaram um disco com a jamaicana The Wailers...

Artigo retirado do site: http://reggaespotlights.blogspot.com.br/2012/04/o-reggae-no-canada.html; no dia 17/12/2016