quarta-feira, 26 de julho de 2017

Primeira música gravada pelo jovem Bob Marley em 1962


"Judge Not" foi o primeiro single gravado por Bob Marley, no The Wailers. Foi lançado em 1962, somente na Jamaica pela gravadora Beverley's de Leslie Kong (1933-1971), jamaicano descendente de chineses. As músicas deste single não eram o reggae propriamente como o conhecemos hoje, estava mais para o estilo ska. Neste álbum, Bob Marley ainda estava com uma voz juvenil, já que foi a sua primeira canção gravada. Embora "Judge Not" tenha falhado na tentativa de alcançar muito sucesso, Marley não se desencorajou e continuou a gravar músicas. A canção "Judge Not" foi relançada em Songs of Freedom, álbum de 1992, bem como em outras compilações.

Dória quer "ruas musicais" com shows de Reggae e karaokê em SP

Shows de bandas ao ar livre aos domingos e feriados em ruas de São Paulo. Esse é o mais novo projeto da gestão João Dória, que quer criar quatro Ruas Musicais na capital paulista ainda em 2017 para promover ritmos como o choro, o reggae, o samba-rock e o pagode. Uma segunda etapa ainda prevê duas Ruas do Karaokê, com o objetivo de interação com o público no palco.
“Vamos implementar quatro até o final do ano, nas regiões norte, sul, leste e oeste”, contou o secretário titular da pasta, Jorge Damião. “Cada rua terá uma entidade responsável tomando conta. A curadoria passa a ser deles.”


“Queremos aproveitar a vocação de cada lugar. A Rua do Reggae, por exemplo, ficará no Butantã, onde já há eventos do gênero. Na Praça Benedicto Ramos Rodrigues, em Ermelino Matarazzo, na zona leste, será criada a rua do Samba-Rock”, finalizou Damião.

O programa Ruas Musicais remete a uma iniciativa da década de 1980, implementada pelo próprio Dória, à época em que presidia a Paulista. A cidade chegou a inaugurar espaços como a Praça do Forró, na zona leste, e a Rua do Choro, em Pinheiros, mas o projeto perdeu força ao longo dos anos.
A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer agora busca parceiros privados para tornar o projeto uma realidade e dar mais opções atrativas ao público e os turistas que viajam a São Paulo

As informações são do site Panrotas.

Anvisa dá parecer contrário à liberação da maconha medicinal




A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu parecer contrário à liberação do cultivo de maconha para fins medicinais. Em documento protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão entende que é preciso, antes, ter uma regulamentação sobre o assunto, trabalho que já está sendo tocado por um grupo de trabalho da agência. Antes disso, a Anvisa avalia que é perigoso liberar o plantio e cultivo, apontando até mesmo o risco de desvio do produto para uso recreativo.

Em maio, o Partido Popular Socialista (PPS) propôs uma ação pedindo que o STF assegure “o plantio, cultivo, colheita, guarda, transporte, prescrição, ministração e aquisição de Cannabis (nome científico da maconha) para fins medicinais e de bem-estar terapêutico, mediante notificação de receita, conforme as normas de saúde pertinentes”. Solicita ainda que, na ausência de regulamentação, seja dispensada autorização para o plantio e cultivo se o objetivo for médico ou de pesquisa científica.

A regulamentação, afirma a agência, é necessária e deve levar em conta fatores como os efeitos da planta, cadastro e acompanhamento de pacientes, a segurança e acesso ao local de cultivo e qualidade do produto. A Anvisa disse que seus integrantes já tiveram reuniões com autoridades sanitárias de países como Israel, Canadá, Holanda, Chile e EUA para compartilhar experiências. Órgãos públicos brasileiros, como Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Justiça, Ministério da Saúde e Polícia Federal, também já foram contatados para ajudar na regulamentação.
"Logo, não é possível isentar o processo da complexidade que lhe cabe, sob a pena de serem estabelecidos critérios e procedimentos que não protejam a saúde da população e garantam os controles necessários para se evitar o desvio de uso", avaliou a agência, acrescentando: "Trata-se de planta com conhecida utilização indevida / recreativa, devendo-se garantir o acesso para fins científicos e medicinais de forma supervisionada e controlada, minimizando-se assim o risco à saúde e de desvio de uso."
A Anvisa também chama atenção para os malefícios da droga e a necessidade de um controle rígido antes de se autorizar a pesquisa e o licenciamento de medicamento à base da erva. A agência lista ainda uma série de problemas de saúde associados à planta, como efeitos pulmonares, cardiovasculares e psiquiátricos.
"O consumo generalizado da planta Cannabis sativa não processada pode levar a riscos consideráveis de saúde pública, incluindo esquizofrenia, psicose, dependência e os outros riscos mencionados neste documento. A aplicação terapêutica de compostos canabinoides específicos continuam sob pesquisa médica ativa. O que é bem conhecido é que há muitos riscos potenciais e efeitos adversos psiquiátricos da Cannabis fumada e seus derivados sintéticos", diz outro trecho do documento da Anvisa.
Uma portaria da Anvisa classifica a maconha e suas substâncias como proscritos, ou seja, proibidos no Brasil. A exceção é canabidiol, usado em tratamentos médicos. A agência destacou ainda que o Brasil é signatário de duas convenções internacionais que proíbem a erva e o uso do seu princípio ativo, o tetra-hidrocanabinol (THC). Elas permitem a produção, manufatura, exportação, importação, posse ou uso da planta para fins médicos e científicos, mas desde que sob controle e supervisão dos órgãos públicos.
Para utilizar uma substância ou planta como medicamento no Brasil é preciso obter aprovação da Anvisa, com dados comprovando sua segurança e eficácia. A agência destacou, inclusive, que aprovou em 2016 o Mevatyl, remédio à base de THC e canabidiol, para o tratamento de sintomas da esclerose múltipla. Ressaltou também a importação excepcional de medicamentos à base da canabidiol, autorizada desde 2014. Mas alerta: "é importante esclarecer que esses produtos atualmente importados não são considerados medicamentos em seus países de origem e, portanto, não possuem avaliação de segurança e eficácia realizadas pelas autoridades sanitárias competentes".
Outro problema da maconha, segundo a Anvisa, são os efeitos da abstinência: "Ademais, o uso crônico de Cannabis pode levar ao desenvolvimento de vício psicológico e síndrome de abstinência comparáveis ao vício à heroína. Se um adolescente ou adulto interrompe repentinamente o uso desta planta, uma evidente síndrome de abstinência pode ser desenvolvida, conforme reportado em vários estudos científicos. Os sintomas de abstinência incluem irritabilidade, ansiedade, agressão, transtornos do sono e inquietação."
A relatora da ação no STF é a ministra Rosa Weber, que, em 30 de junho, deu dez dias para Presidência da República, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados e a Anvisa se manifestarem. Como o tribunal está de recesso no mês de julho, a contagem dos prazos está suspensa. De qualquer forma, a Anvisa já protocolou seu parecer. O documento é assinado por Thais Mesquita do Couto Araujo, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da agência. O texto é referendado pela gerente de Produtos Controlados da Anvisa, Renata de Morais Souza, e pelo diretor-presidente do órgão, Jarbas Barbosa.

sábado, 22 de julho de 2017

"É como comprar remédio", diz uruguaio no 1º dia de venda de maconha em farmácias...

Consumidor compra pacote de maconha em farmácia em Montevidéu, Uruguai

Começou quarta-feira (19/07/17) a venda de maconha para uso recreativo no Uruguai. Esta é a primeira vez que um país vende maconha produzida sob controle do Estado, um sistema inédito no mundo. A Maconha está sendo vendida, até o momento, em 16 farmácias distribuídas em 11 dos 19 departamentos do país, que cumprem as exigências do Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA) e só pode comprar quem tiver o registro feito nos correios do Uruguai para a compra de cannabis de uso médico. As vendas começaram por volta das 8h da manhã desta quarta-feira. Em uma farmácia no bairro de Cordón, em Montevidéu, havia uma fila de dez pessoas para comprar. Falhas no sistema de reconhecimento de cadastro e na leitura da digital, não permitiram que alguns consumidores a comprassem.

Em outra farmácia no bairro Cidade Velha, também em Montevidéu, um consumidor disse que ir para a farmácia comprar a maconha é como ir para o local comprar um remédio qualquer. "Você entra na farmácia, pede a maconha, te perguntam qual o tipo e te entregam, como um remédio qualquer", disse Gonzalo em entrevista para o jornal "El Observador". O dono da farmácia, Sebastián Scaffo, disse que em pouco mais de uma hora foram vendidos cerca de 15 pacotes com maconha. E acrescentou que não tem muita expectativa em relação à venda da maconha, mas que cada cliente pode ser um comprador potencial para outras coisas. "Creio que vai ser positivo e que às vezes temos que apoiar um poucos as coisas", disse Scaffo para o "El Observador". Para se registrar nos correios a pessoa precisa ser cidadã uruguaia e deve levar no local de registro uma cédula de identidade e um comprovante de residência, além de ter que responder um formulário de dados estatísticos para o controle governamental.

Uma pesquisa realizada no dia 10 de julho mostrou que até o momento cerca de 5.000 pessoas foram cadastradas e desse total 70% são homens e 30% mulheres. A maconha vendida nas farmácias segue as normas do IRCCA e o preço é igual em todos os locais de venda. Cada pacote de 5 gramas custa cerca de 187,04 pesos uruguaios (cerca de R$ 20,59). Para combater o tráfico, o governo, por hora, removeu o imposto de consumo (IVA) e a maconha está sendo vendida em pacotes de 5 gramas, em estado natural, sem estar moída ou prensada e existem dois tipos de pacote, sendo que a diferença está na quantidade de Cannabidol (CBD), o que altera o efeito psicoativo.

Produzida por duas empresas privadas em áreas sob vigilância oficial e sujeitas a um monitoramento da qualidade do produto, a maconha de uso recreativo é vendida ao público em recipientes branco e azul, contendo cinco gramas.Há duas variedades do produto disponíveis em embalagens seladas: "Alpha I" e "Beta I", correspondentes às variedades "Indica" e "Sativa" da planta. Existe um limite para a compra e a produção, cada usuário pode comprar pode comprar até 40 gramas por mês (10 gramas por semana) e as farmácias podem obter até dois quilos de maconha por mês. Para os cultivadores existe um limite de cultivo. A lei permite o cultivo de até 4.000 quilos por ano, sendo duas toneladas por empresa. Até o momento foram cultivados 700 quilos de cannabis. O governo não conseguiu firmar acordos com as grandes redes de distribuição, e o número de pontos de venda não cobre todo o território deste país de 3,4 milhões de habitantes. A venda da maconha em farmácias completa as três etapas previstas na Lei de Regulamentação da Maconha, aprovada em 2013, durante o governo do então presidente José Mujica (2010-2015), para o acesso ao uso recreativo da droga, e que também estabeleceu as regras para cultivo doméstico e os clubes de maconha, habilitados desde 2014.


Fonte: https://noticias.uol.com.br

domingo, 9 de julho de 2017

Cultivo de maconha na Paraíba é destaque no Profissão Repórter


 Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) fica em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Globo)

O cultivo de maconha na Paraíba foi assunto do Profissão Repórter. O programa desta quarta-feira (5) falou sobre o uso recreativo e o medicinal no Estado. A primeira reportagem mostrou o primeiro cultivo legal do país, enquanto a segunda conheceu uma casa que foi alugada por amigos em Campina Grande para o uso recreativo. Perdeu o Profissão Repórter? Veja abaixo:

terça-feira, 4 de julho de 2017

"VIDA LONGA AO MAIOR REGGAEMAN" Edson Gomes é um cantor, compositor de reggae brasileiro. Ele é considerado por alguns o maior nome desse gênero no país. Suas músicas que falam de desigualdade social, violência, pobreza, mazelas, corrupção e do cotidiano brasileiro.



Nascido no município de Cachoeira, na juventude desejava ser jogador de futebol. No ano de 1972, fez sua primeira apresentação como músico, participando do Festival de Música Estudantil no Colégio Estadual de Cachoeira, quando obteve a primeira colocação. Aos 16 anos de idade, após ganhar um festival de música em sua cidade, resolveu seguir a carreira artística. Nesse período ele ainda não tinha uma definição musical, era letrista e intérprete. Após aprender harmonia começou a fazer composições e criar letras, melodias e acordes. Depois de participar de outros Festivais de Música Estudantil locais, em 1977 participou do Festival de Inverno de Cachoeira, no qual também ganhou, nessa época ele já tinha um prestígio e profissionalismo maior que os apresentados nos festivais anteriores.
Em 1982, Edson viaja para São Paulo, e arranja um emprego na área da construção civil. Foi escolhido como o melhor intérprete do Festival Canta Bahia, com a música "Rasta"; recebeu também o Troféu Caymmi e gravou um compacto. Retornando para Cachoeira em 1985, participou do festival de música da cidade de Feira de Santana, Bahia, que era a segunda maior cidade do interior do nordeste, nesse festival ele foi premiado com o segundo lugar como melhor intérprete.
Em 1988, gravou o álbum Reggae Resistência lançado pela gravadora EMI de onde saiu o seu primeiro sucesso a canção Samarina, com seu estilo já definido como um roots reggae engajado, influenciado por Bob Marley e Jimmy Cliff.
No ano de 1990, foi lançado o disco Recôncavo. Em 1992 foi lançado o álbum Campo de Batalha, e seu sucesso se espalha pela região nordeste e por todo o país. Em 1996 Edson foi convidado para abrir o show de Alpha Blondy, em Salvador. Tocou para 22 mil pessoas que cantaram as suas músicas, sendo o maior evento de reggae da Bahia naquele ano.
O quarto disco de Edson intitulado Resgate Fatal, lançado em 1995, o álbum foi um sucesso de vendas e tem como destaque a canção "Isaac". No ano de 1999 lançou o álbum Apocalipse, deste destacam-se "Camelô", "O País é Culpado" e "Apocalipse". Ainda em 1999 Edson deixa a gravadora EMI, que lança uma coletânea intitulada Meus Momentos que resgata seus sucessos antigos.
Em 2001 lançou o seu primeiro trabalho independente, o nome do álbum é Acorde, Levante e Lute, esse nome também e nome de uma faixa do próprio álbum. Em dezembro de 2005 Edsom Gomes gravou o seu primeiro CD, DVD ao vivo, a gravação aconteceu no parque aquático Wet'n Wild que fica em Salvador, Bahia. O DVD foi lançado em 4 de janeiro de 2006.
Edson Gomes compôs a música "Ovelha Negra" para ele mesmo, ainda na época em que vivia na casa de seus pais, por volta dos vinte anos de idade.
Atualmente reside no seu estado de origem, a Bahia.

Discografia
  • 1988 - Reggae Resistência
  • 1990 - Recôncavo
  • 1992 - Campo de Batalha
  • 1995 - Resgate Fatal
  • 1997 - Meus Momentos (Coletânea)
  • 1999 - Apocalipse
  • 2000 - Série Bis (Coletânea)
  • 2001 - Acorde, Levante e Lute
  • 2006 - Ao Vivo em Salvador (2006, CD e DVD ao vivo).
  • 2010 - Ao Vivo em Senhor do Bonfim

Fonte: Wikipédia

sábado, 1 de julho de 2017

1° de Julho Dia Internacional do Reggae




Vocês sabiam que além do Dia Nacional do Reggae (11/05) existe o dia Internacional do Reggae?!
"O Dia Internacional Reggae, (IRD – International Reggae Day) foi inspirado por Winnie Mandela durante sua visita oficial à Jamaica em julho de 1991, com o marido Nelson Mandela logo após a sua libertação da prisão.
Sra. Mandela falou do poder do Reggae através das obras de Marley, Tosh, Cliff e outros, para inspirar as pessoas da África do Sul em face do regime de Apartheid opressivo. Um dia para reconhecer o poder desta forma de arte, pareceu apropriado para Andrea Davis (organizadora do IRD), a criação de um festival para celebrar o dia internacional do reggae que foi lançado em 1º de julho de 1994.


Habilitado pela proliferação do uso da internet em meados dos anos 1990 e a ascensão das mídias sociais no final do ano 2000, IRD agora engloba uma vasta rede internacional de jornais on-line, revistas, estações de rádio e outras plataformas baseadas em web, cada um adaptando os seus conteúdos em 01 de julho para examinar o poder e o potencial de ritmo assinatura da ilha, destacando o melhor do reggae jamaicano e internacional, feito por veteranos e artistas ativistas igualmente.

Desde então, celebramos por todo o mundo, o dia INTERNACIONAL DO REGGAE!!!"
#InternacionalReggaeDay


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Planta e Raiz confima show na Paraíba



Grupo de reggae formado desde 1998, a banda Planta e Raiz confirmou em seu site a realização, na sexta-feira, 14 de julho, de um show no teatro de arena no Espaço Cultural José Lins do Rego. Com produção da produtora Reggae a Cuca, o evento ainda contará com participação dos grupos Parahyba Ska Jazz, Etnia Ras e Radiola Jamaicana. O primeiro lote de ingresso custará R$40,00 (inteira) R$ 20,00 (estudante).

A banda Planta & Raiz, formado pelo vocalista Zeider, os guitarristas Franja e Fernandinho, o baixista Samambaia e Juliano na bateria e percussão, celebra o sucesso do 10º CD de carreira, "Segue em Frente", que tem sete faixas gravadas em parceria com artistas como Ivo Mozart, Marcelo Mira, Marceleza e Tato Cruz do Falamansa. o Grupo ainda apresentará repertório os sucessos da carreira da banda, entre eles, "Desde as Estrelas" e "Free World".
Vale salientar que a banda está produzindo novo álbum, com 12 músicas inéditas, previsto lançamento para meados de agosto. Intitulado Exército Delirante, conta com produção de Daniel Ganjaman que já trabalhou com Planet Hemp, Sabotage e Criolo.


domingo, 4 de junho de 2017

Há exatos 40 anos, Bob Marley lançava sua obra-prima Exodus, seu disco mais político


Exodus – “o movimento do povo de Jah”, como cantava a faixa-título do disco – é um álbum tão perfeito que parece uma coletânea. Começa em silêncio absoluto e vai crescendo muito devagar, o que leva o ouvinte a aumentar o volume antes de ser contagiado pelo balanço sincopado da primeira faixa, “Natural Mystic” – “Há uma mística natural soprando no ar / Se você ouvir com atenção vai perceber”, cantava suavemente o mestre. O disco continuava como a urgente – embora sem nenhuma pressa – “So Much Things to Say”, passava pela tensa “Guiltiness”, tornava-se ainda mais pesado com “The Heathen” até terminar o lado A com os quase oito minutos de sua esplendorosa faixa-título. A carga política do disco, no entanto, era suavizada por um lado B dedicado apenas ao amor, que começava em “Jamming”, continuava em “Waiting in Vain”, seguia por “Turn Your Lights Down Low”, “Three Little Birds” para terminar com a antológica “One Love”, que emendava com uma versão de Bob Marley para “People Get Ready”, de Curtis Mayfield.

sábado, 27 de maio de 2017

Torcedores do Ajax cantam Bob Marley com artista de rua e a festa continua dentro do estádio

Torcedores do Ajax se Juntam a Artista de Rua e Canta Juntos um dos Clássicos do Rei do Reggae.




E a Festa Continua dentro do Estádio !!!


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Nova canção da banda Vibrações #Segura essa pedra...

A nova canção da banda Vibrações “Mar de Luz” que Luiz Assis compôs para sua filha Malu.
E você, tá esperando para clicar e ouvir ?


domingo, 30 de abril de 2017

Edson Gomes - Cão Brocador (Música Nova)





Edson Gomes lança nova música, sem perder suas origens. Diferente do que estamos acostumados a ver ultimamente no reggae, onde os artistas querem fazer música com sonoridade "plural", o velho regueiro baiano mantém suas raízes e expressa sua paixão pelo futebol.

Conheça os responsáveis pela demonização da maconha e entenda a farsa da proibição



Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Harry Jacob Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que a maconha entrou na vida de muita gente – “A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ da maconha”, afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, “Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam maconha começaram a proliferar”, escreveu.
Harry Jacob Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra a maconha que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo e ao crime. Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.
Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antimaconha e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.
Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. “A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo”, afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.
Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. “A maconha foi proibida por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon”, afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.
Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra a maconha: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.
Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, “algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos”.
Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.
Anslinger também atuou internacionalmente. Criou uma rede de espiões e passou a freqüentar as reuniões da Liga das Nações, antecessora da ONU, propondo tratados cada vez mais duros para reprimir o tráfico internacional. Também começou a encontrar líderes de vários países e a levar a eles os mesmos argumentos aterrorizantes que funcionaram com os americanos. Não foi difícil convencer os governos – já na década de 20 o Brasil adotava leis federais antimaconha. A Europa também embarcou na onda proibicionista.
Estava erguida uma estrutura mundial interessada em manter as drogas na ilegalidade, a maconha entre elas. Um ano depois, em 1962, o presidente John Kennedy demitiu Anslinger – depois de nada menos que 32 anos à frente do FBN. Um grupo formado para analisar os efeitos da droga concluiu que os riscos da maconha estavam sendo exagerados e que a tese de que ela levava a drogas mais pesadas era furada. Mas não veio a descriminalização. Pelo contrário. O presidente Richard Nixon endureceu mais a lei, declarou “guerra às drogas” e criou o DEA (em português, Escritório de Coação das Drogas), um órgão ainda mais poderoso que o FBN, porque, além de definir políticas, tem poder de polícia.
Fonte: Super Interessante - A verdade sobre a maconha.

sábado, 29 de abril de 2017

Quais são as bandas mais antigas de Reggae no Brasil?


Primeiras bandas de Reggae do Brasil
A falta de um estudo histórico detalhado sobre a chegada do Reggae ao Brasil torna o assunto um tanto quanto nebuloso. Uma série de incertezas relacionadas à datas, formas de disseminação e nomes envolvem o tema, mas o que realmente sabemos é que tudo aconteceu em meados dos anos 1970. A vinda de Jimmy Cliff ao país, o lançamento de “Nine out of ten” de Caetano Veloso e sua inspiração encontrada em Londres, e assim por diante.

Seja por meio das rádios piratas caribenhas que eram captadas no nordeste do país, pelos marinheiros nos portos, ou pelas mãos de vendedores de discos ilegais, fato é que o Reggae achou o seu lugar no coração dos brasileiros há décadas.
Embora hoje tenhamos uma gama de artistas nacionais, alguns muito conhecidos no cenário pop e outros que lutam para manter o Reggae vivo nos cantos mais escondidos do Brasil, é preciso saber quem foram os pioneiros que ajudaram a fortalecer a cultura por aqui.
Nos anos 1970, alguns cantores consagrados, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre muitos outros, se arriscaram em algumas composições que remetiam ao Reggae, mas nesse texto vamos nos ater a bandas totalmente voltadas ao gênero.
É difícil citar todos os nomes, mas vamos relembrar alguns muito conhecidos do público, e outros não tão conhecidos assim, mas que marcaram presença nos primórdios do Reggae no Brasil.

Edson Gomes

É impossível falar de Reggae no Brasil sem falar dele, um dos ilustres filhos de Cachoeira, Bahia, e ícone do gênero.
Edson Gomes
Edson Gomes (Imagem: Reprodução / Internet)
Em 1971, aos 16 anos, Edson ganhou o primeiro lugar em um festival estudantil do colégio estadual de sua cidade natal. Ele começou a compor ainda nessa época escolar, nos anos 1972, mas apenas alguns anos depois encontrou no Reggae a inspiração necessária para divulgar suas ideias. “Foi o reggae que me deu a inspiração para direcionar a minha composição para o lado social, porque eu ainda estava indeciso de que caminho eu iria seguir. Então quando encontrei o reggae pensei: ‘Esse veiculo aqui é o que vai levar a minha mensagem, é o apropriado para levar a minha mensagem’”, disse durante uma entrevista. (http://www.aratuonline.com.br/universoaxe/entrevistas/meu-publico-e-enorme-afirma-edson-gomes/)
O cantor deixou a Bahia em 1982 e foi para São Paulo, onde conciliava a carreira na construção civil com o mundo da música. O esforço valeu a pena, e nessa mesma década ele conseguiu gravar um compacto, levar o prêmio de melhor intérprete do Festival Canta Bahia e outro pelo Troféu Caymmi em 1982 com a música “Rasta”. Em 1988, surge “Reggae Resistência”, seu primeiro álbum lançado pela gravadora EMI.
Mesmo sem o apoio da grande mídia, até hoje o cantor tem uma legião de fãs em todos os cantos do país.

Tribo de Jah

A Tribo de Jah é sempre lembrada quando o assunto é Reggae nacional. A banda veio da chamada “Jamaica Brasileira”, ou “Ilha do Amor”, ou simplesmente São Luís do Maranhão.
Tribo de Jah
O Reggae voa pelo mundo
A história da Tribo de Jah teve início na Escola de Cegos do Maranhão, onde os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho) se conheceram. Lá, eles descobriram o gosto comum pela música, e começaram a arranhar alguns acordes e improvisar instrumentos.
Pouco depois, começaram a viajar pelas cidades do interior do estado fazendo covers de Reggae, lambada e seresta. Nessas andanças conheceram o radialista e atual vocalista Fauzi Beydoun, que também era apaixonado pela cultura do Reggae. Tudo isso aconteceu ainda nos anos 1980, quando o gênero musical nascido na Jamaica fervilhada pelas cidades nordestinas por meio de discos internacionais, mas ainda não possui muitos representantes locais.
Ao longo desses 30 anos de carreira, a os Regueiros Guerreiros se apresentaram em diversos locais importantes, entre eles o principal palco do reggae mundial no Reggae Sunsplash Festival, na Jamaica em 1995. Argentina, Guiana Francesa, França e Itália também fazem parte de sua trajetória.
O pioneirismo da Tribo de Jah é cantado também em suas letras:
“Eu era apenas um forasteiro/ um forasteiro
Quando eu cheguei no Maranhão
Nunca fui rastafari, mas eu era regueiro/ eu era regueiro
Amante do Reggae de coração

Foi quando eu soube que os pioneiros/ os pioneiros
A história de sua abnegada paixão
Os primeiros regueiros brasileiros/ os primeiros regueiros

Do pará e do Maranhão
Foram os precursores
Mestres dinamitadores
Que detonaram a pedreira

Fazendo rolar as pedras nas terras brasileiras
Foram os primeiros
A lançar a semente
Do som e do sonho regueiro
No chão, deste país continente

Roots Reggae Man – reggae pioneiros – os pioneiros regueiros de coração
Roots Reggae Man – reggae pioneiros – os pioneiros do reggae da nação
Os primeiros regueiros de coração
Roots Reggae Man – reggae pioneiros

Pioneiros do Reggae da nação
Rasta alvim, mercador de canções
Missionário visonário (seguido de ras margalho)
No coração de belém do Pará
Passando discos e fitas de suas coleções
Rolando as primeiras pedras por lá

Riba macedo e seu sonzão guarani no Maranhão
Depois zé rouxinho da águia do som
Grande viegas, grande guerreiro
Natty Naifson, Chico do Reggae e serralheiro
Entre tantos outros regueiros de expressão.”

Pioneiros do Reggae – Tribo de Jah

Os Karetas

É um grupo dos anos 70, de Recife, é provavelmente a primeira banda de reggae do Brasil.
Os Karetas
Menudos do Reggae
“Tudo começou no início dos anos 70, quando um Pernambucano conhecido por Sebastião, fundou a banda que adotou o nome, ‘Os Caretas’, isso mesmo, escrevia-se com a letra (C). Essa banda tocava em bailes e festas do Grande Recife. Na primeira formação dos Caretas, os componentes eram:
Daniel Barbosa: Contra baixo e vocal,
Nael: Guitarra solo e base,
Raminho: Guitarra solo e base,
Mamão: Bateria
Silva: Piston
Assilon: Sax
Moises: Teclados
Marcílio: Teclados
Sebastião era dono, empresário e o fundador da banda.

Ainda nos anos 70, por volta de 1979, Daniel Barbosa e Lulu, resolveram comprar o projeto da banda Os Caretas, de Sebastião, então, feito isso, a banda passou a ser chamada de “Grupo Karetas”, já utilizando a letra (K). Daniel Barbosa tinha uma queda pelo ritmo do Reggae, que já vinham tocando em suas apresentações e passou a incorporá-lo na banda”.
Biografia por: Aleyster Crowley Bernando de Andrade

Cidade Negra

A banda Cidade Negra surgiu na cidade de Belford Roxo, no Rio de Janeiro em 1986. Porém, é importante ressaltar que a caminhada começou em 1983, quando o baixista Bino Farias encontrou Ras Bernardo e então surgiu a banda Lumiar, com inspiração no som que vinha da Jamaica, bem como o funk, soul e clássicos do rock. Porém, apenas em 1986 a banda mudou o nome da icônica Cidade Negra.
Cidade Negra
Pra entender o Erê
Um dos pontos marcantes da carreira da banda foi em 1992, quando  o grupo tocou no festival Reggae Sunsplash, na Jamaica; tornando-se os primeiros artistas latino-americanos a participar do evento. Agora, em 2015, Cidade Negra será a primeira banda de Reggae a tocar no Palco Mundo do festival Rock in Rio.

Jorge Alfredo e Chico Evangelista

Jorge Alfredo e Chico Evangelista
Detalhe no figurino
Dois dos nomes mais antigos da cena do Reggae brasileiro que foram peças chave na evolução do ritmo no país. Antes dos anos 1980, ainda em 1979, os dois compositores baianos lançaram um disco intitulado “Bahia Jamaica” – talvez o primeiro disco brasileiro assumidamente de reggae. A música “Reggae da Independência”, de Chico Evangelista, também de 1979, rendeu o prêmio do Festival de Música da TV Tupi.

Banda Remanescentes

O grupo Remanescentes surgiu quando nomes como Nengo Vieira, Sine Calmon, Tin Tim Gomes (irmão de Edson Gomes) e Marco Oliveira se reuniram na Bahia dos anos 1980.
Remanescentes
Nengo Vieira, Sine Calmon e Tin Tim Gomes
Originalmente formado por músicos da banda Studio 5, o grupo surgiu da experiência comunitária vivida na residência de Nengo Vieira, em Salvador. Por lá viveram diversos nomes da música e da arte em geral – até mesmo Raul Seixas passou por lá.
O Remanescentes foi um grupo alternativo comunitário que, segundo os seus ex-integrantes, tinha como objetivo levar a mensagem do evangelho através do reggae. Eles adotavam o visual e parte da cultura rastafári, mas cultuavam Jesus Cristo. O Reggae feito pelos Remanescentes era inspirado no roots e suas letras envolviam problemas sociais, amor, religião e esperança.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os diferentes estilos de Reggae


Para identificar um estilo ou gênero musical é preciso primeiro olhar para sua história, bem como para as características estruturais da música – forma de cantar, assunto das letras, ritmo, métrica, instrumentos (e o papel de cada um deles), entre outros aspectos. Isso sem contar as fusões, que incorporam elementos de diversos estilos para formar um novo.
Difícil, não? Portanto, é importante frisar que a definição de um gênero (e mais ainda subgênero) musical não é uma ciência exata.
Hoje vamos citar alguns estilos de Reggae, que é um gênero muito rico, e apontar o que diferencia cada um deles para elucidar algumas dúvidas de quem tem interesse em se aprofundar um pouco mais no assunto.
URBANIMAGE.TV

Sound system nos anos 1970 (Imagem: Urbanimage.tv)


O começo de tudo

O Reggae é considerado o terceiro ritmo jamaicano mais importante da década de 1960, precedido pelo Rocksteady, que, por sua vez, teve origem no Ska.
Tudo começou no finalzinho dos anos 1950, após a Segunda Guerra Mundial, quando os jamaicanos passaram a ter mais acesso aos rádios e, consequentemente, a ouvir os ritmos que estavam bombando nas estações norte-americanas. Não demorou até que eles encontrassem no Jazz e no R&B uma inspiração nesse momento pós-guerra.
Alguns produtores que viajavam para os Estados Unidos voltavam para a Jamaica com a mala recheada de discos para tocar em seus sound systems. Unindo essas referências da música norte-americana com a forte influência dos ritmos caribenhos (como o Mento, Calipso e Rumba), os jamaicanos começaram a fazer suas próprias experiências musicais, o que resultou no Ska.
Essas músicas surgiram em um momento de esperança pós-guerra, independência (a Jamaica se tornou independente do Reino Unido em 1962) e busca pela paz. É possível notar todas essas influências no ritmo contagiante do Ska.



Early reggae


O início da história do Early Reggae pode ser datado a partir do final de 1968, quando os músicos receberam algumas influências de gravadoras norte-americanas e começaram a experimentar diferentes padrões rítmicos numa espécie de transformação do Rocksteady. Na época, o termo usado era “Regay”, que pouco depois mudou para “Reggae”, e só depois começou a ser chamado de “Early Reggae”.

Diferente do Rocksteady, o Early Reggae se mostra um pouco mais “animado”, com baterias mais complexas e a presença marcante do órgão Hammond. As letras também começam a ganhar assuntos mais variados. O Early Reggae atravessou fronteiras e saiu da Jamaica para se tornar queridinho no Reino Unido, durante o final dos anos 1960 e inícios de 1970.

Muitas vezes esse estilo é chamado também de “Skinhead Reggae” devido à sua popularidade entre os skinheads britânicos e também pela criação de um estilo com esse mesmo nome, que trazia em suas letras temáticas direcionadas para os skinheads. Mas é importante destacar que nem todo Early Reggae é considerado Skinheads Reggae, mas o contrário sim.

A introdução da música “Stir It Up”, de Bob Marley, representa bem algumas das características citadas.



Roots Reggae

O Roots Reggae foi popularizado por artistas como Bob Marley e Peter Tosh, e normalmente se refere ao tipo mais “reconhecível” de Reggae. O estilo dominou as gravações jamaicanas entre meados de 1972 e 1980.
Embora apresente peculiaridades em suas características musicais, o termo “Roots” (Raízes) muitas vezes implica mais na mensagem da música do que em seu estilo musical propriamente dito.
Portanto, muitas vezes o termo é usado para abranger diversos artistas que podem cobrir alguns outros subgêneros do Reggae. Nesse sentido descritivo do termo, o Roots Reggae pode ser associado às letras com mensagens voltadas às crenças Rastafári, a escravidão, fim do colonialismo, passagens bíblicas – principalmente sobre a Babilônia –, e, claro, sobre Jah. Letras sobre a pobreza, opressão racial e meditação sobre temas espirituais também entram na lista.
Em relação às demais características musicais, pode-se destacar a bateria do Roots Reggae, onde os músicos desenvolveram padrões de bumbo mais complexos, com certa influência do Funk e do R&B. Os padrões de guitarra, piano e teclado também foram refinados para os padrões mais conhecidos do Reggae atualmente. Foi nesse processo que o baixo tornou-se uma das características mais definitivas do Reggae como um gênero.


Dub

Ainda nos anos 1970, Lee ‘Scratch’ Perry, King Tubby, Errol Thompson e Bunny Lee foram os pioneiros do Dub, um estilo que envolve uma extensa remixagem de materiais gravados.
O som visceral do Dub possui forte ênfase na cozinha (baixo e bateria), conta com delays, ecos, além de efeitos especiais, como trovões e tiros, por exemplo. As primeiras gravações de Dub ganharam vida como versões no lado B das faixas vocais nos discos.
“Blackboard Jungle Dub “(1973) de Lee “Scratch” Perry e The Upsetters é uma das primeiras gravações de Dub conhecidas.



Rockers

O termo “Rockers” é utilizado como referência a um determinado tipo de Roots Reggae que teve início em 1970 com Sly & Robbie e ficou muito popular no final da mesma década.
Rockers geralmente é descrito como um estilo um pouco mais mecânico e agressivo de tocar Reggae, com uma presença de padrões de bateria sincopados e grande destaque para o baixo. O termo também ficou mundialmente conhecido graças ao filme homônimo, de 1978.

Lovers Rock

O Lovers Rock surgiu no meio da década de 1970, e teve forte presença no sul de Londres, onde acabou se solidificando. Artistas como Alton Ellis e John Holt se especializaram em cantar uma melodia influenciada por artistas do soul norte-americano, e logo os sound systems britânicos começaram a abraçar os covers de baladas românticas.
O Lovers Rock Possui um estilo bem similar ao Rocksteady, e o público feminino sempre mostrou uma queda por suas melodias mais suaves com letras que exploram os altos e baixos dos relacionamentos, falando quase sempre de amor. Muitas mulheres se destacam no estilo, como Janet Kay, que conseguiu chegar ao mainstream com a música Silly Games (1979). Destaque também para o trio Brown Sugar, que gravou sua primeira faixa quando ainda estava na escola.


Dancehall

No final dos anos 1970, temas como injustiça social, repatriação e o movimento Rastafári – que faziam parte do Roots Reggae – foram surpreendidos por letras sobre dança, violência e sexualidade. Isso foi decorrente da mudança de partidos políticos e da agitação que rolava na Jamaica. Um novo estilo surgia: o Dancehall, focado em temas mais “apimentados” e com artistas como Yellowman, Barrington Levy e Eek-A-Mouse ganhando notoriedade no Reino Unido e nos Estados Unidos.
Uma característica importante do Dancehall é o papel dos selectors nos sound systems, que rotineiramente usam o controle de volume dos mixers para remixar o riddim em torno dos padrões rítmicos dos vocalistas.



Quando falamos em Dancehall fica um pouco difícil não falar de “Ragga” (ou “Raggamuffin”). Trata-se de um termo que geralmente é usado para descrever um tipo de Dancehall que emergiu nos anos 1980 e conta com instrumentações digitais, mas poucos elementos do que é tradicionalmente visto como Reggae.


New Roots

Nos anos 1990, a violenta realidade de Kingston acendeu uma luz de alerta, ainda mais após a morte de deejays como Pan Head e Dirstman, ambos mortos a tiros em 1993.
A época então foi marcada por uma grande mudança no Dancehall, pois diversos artistas resolveram voltar às origens e abraçar temas Rastafári e culturais. Muitos abandonaram o estilo “slackness”, marcado por letras sexuais, para escrever músicas sobre direitos iguais e justiça, como Capleton e Buju Banton.
Esse movimento de retorno às raízes fez com que um novo termo surgisse: o “New Roots”, que mesclava as tradições dos anos 1970 com referências sonoras mais modernas.



Gêneros de Fusão

Artistas sempre gostaram de misturar o Reggae com outros gêneros desde a década de 1970, mas apenas em 1990 o termo foi criado para definir essa mistura toda. Na verdade, o tal termo “Gêneros de Fusão” é mais técnico, afinal todos chamam de Rock Reggae, Pop-Reggae, Samba Reggae, e assim por diante.
Vamos citar alguns dos milhares de exemplos possíveis para ilustrar os Gêneros de Fusão: Sublime, Shaggy, Natiruts, Os Paralamas do Sucesso, e, mais recente, Magic!, um quarteto canadense que, apesar de não gostar de rotular sua música, alcançou o topo da Billboard, e ainda liderou os trending topics do Twitter graças a um som considerado Pop-Reggae.