Após doze anos do, já clássico, disco “Welcome To Jamrock”, Damian “Jr. Gong” Marley está de volta com seu quarto álbum de estúdio intitulado “Stony Hill”.
Nessa dúzia de anos, porém, o filho caçula e mais notável de Bob Marley não ficou parado. Pelo contrário. Gravou álbum colaborativo com o rapper Nas, formou o grupo SuperHeavy ao lado de Mick Jagger e Joss Stone, assinou hits ao lado de Skrillex e Jay-Z e entrou de vez no mainstream da música mundial.
Em “Stony Hill” ele esbanja toda esse ecletismo sonoro, indo do roots ao pop, porém sempre impondo a sua identidade jamaicana característica com o reggae em primeiro plano e mensagens sócio-políticas em seu conteúdo. Não é inovador e nem vai fazer tanto barulho quanto o álbum anterior lançado em 2005, mas apesar de ser um pouco extenso em suas dezoito faixas, sobram ótimos momentos que honram o legado Marley.
Ouça: Damian “Jr. Gong” Marley – Stony Hill (Universal, 2017)
Fonte : Daniel Tamenpi http://www.sopedradamusical.com
Atenção amantes da Cultura Reggae & fãs do Transa Reggae, tudo certo para o "Arena Transa Reggae", com o Transa Reggae ao vivo direto do teatro de arena do espaço cultural e participação da banda: Geração Rasta. Vem curtir essa Vibe com sua galera!! Vai ser Surreal.
Há 30 anos morria de forma trágica, aos 42 anos, o cantor Peter Tosh. No dia 11 de setembro de 1987, um trio de assaltantes invadiu a casa dele em Kingston, Jamaica, e exigiu dinheiro. O músico afirmou que não tinha nada guardado foi mantido como refém e torturado por horas. Enfurecidos, os bandidos começaram a disparar a esmo e Tosh acabou levando dois tiros na cabeça.
Nascido Winston Hubert McIntosh, no dia 19 de outubro de 1944, em Grange Hil, Jamaica, Peter Tosh foi um dos artistas seminais no desenvolvimento do reggae. Na década de 1960, ao lado de Bob Marley e Bunny Wailer, ele fez parte do trio The Wailers, que teve papel fundamental em dar um formato moderno ao gênero. Os integrantes se lançaram em carreira solo no começo dos anos 1970. Marley transformou-se uma lenda. Tosh, embora não tenha se tornado tão icônico quanto o ex-companheiro de banda, tratou de deixar um legado de relevância gigantesca.
Apadrinhado pelos Rolling Stones, ele começou a levar a sua mensagem para outros recantos além da Jamaica. A música dele falava da luta pelos direitos dos cidadãos do terceiro mundo e clamava pelo fim do apartheid e da brutalidade policial contra a população negra. Também pedia e legalização da maconha e reforçava os preceitos políticos e espirituais da cultura rastafári.
Por Paulo Cavalcanti
“Legalize It”
Até hoje é o mais conhecido hino pró-legalização da maconha. “Legalize It” foi lançada em 1976 em um álbum homônimo.
“Equal Rights”
Canção-título do segundo álbum de Tosh, lançado em 1977, “Equal Rights” mirava no regime racista vigente na época na África do Sul, mas também falava sobre injustiças sociais em geral.
"Get Up, Stand Up"
A música, um ícone do ativismo em geral, mesmo anos depois, foi escrita por Tosh e Bob Marley na época dos Wailers e regravada pelos três integrantes da banda em suas respectivas carreiras. A poderosa versão de Tosh foi incluída no álbum Equal Rights.
“Bush Doctor”
Outra conhecida canção de Tosh a respeito da legalização da maconha, “Bush Doctor” deu nome ao segundo disco dele, lançado em 1978. Tosh argumenta que cigarros fazem mal à saúde, mas que a erva poderia curar diversos males.
"(You Gotta Walk And) Don’t Look Back”
Escrita na década de 1960 pela dupla Smokey Robinson e Ronald White, a faixa acabou com o quinteto The Temptations, grande nome da gravadora Motown. Em 1978, Tosh e Mick Jagger deram uma cara nova a ela. Incluído em Bush Doctor, este remake foi um hit mundial.
"Buk-in-hamm Palace”
Uma das faixas mais interessante de Mystic Man (1979), "Buk-in-hamm Palace” junta reggae com a batida da disco music. A letra sobre fumar maconha dentro do palácio da rainha da Inglaterra.
“Johnny B. Goode”
A música entrou no disco Mama Africa. A versão de Tosh para o clássico de Chuck Berry ganhou as rádios em 1983. Com um som descontraído, a gravação atualizava para o universo do reggae a história do garoto que sonhava em brilhar tocando guitarra.
“Mama Africa”
O álbum Mama Africa é o trabalho mais acessível e comercial de Peter Tosh. Ele abrandou um pouco a militância e preferiu se concentrar na música e na produção. A faixa-título é uma homenagem de Tosh ao continente.
"Rastafari Is"
"Rastafari Is", de Wanted Dread & Alive(1981), prega as ideias do movimento religioso que se desenvolveu na década de 1930 na Jamaica. Tosh canta: "O Rastafari é o senhor dos senhores e o salvador. Ele é o onipotente e magnífico".
"No Nuclear War"
Derradeiro álbum de Peter Tosh, No Nuclear War (1987) já mostrava o reggaeman tentando entender o som do dancehall, que dominava a Jamaica. A faixa-título era um libelo pacifista contra a guerra nuclear.
O Festival República do Reggae teve sua primeira edição em 2003 na belíssima Praia de Ipitanga. Ao longo dos anos o evento foi se firmando como o maior do gênero na américa latina e um dos mais relevantes do mundo.
O grau de exigência do público é bastante alto e a organização sempre procurou trazer os nomes preferidos, inclusive através de pesquisas de opinião e enquetes nas redes sociais. O festival é realizado com muito esforço graças à presença e o apoio marcante da nação regueira que é fortíssima na Bahia, sem a ajuda de patrocínios.
Após 14 edições realizadas, o República do Reggae já recebeu grande parte das maiores atrações internacionais do reggae mundial em atividade e evidentemente as bandas de maior destaque no cenário nacional, além de diversos artistas emergentes e que seguem na resistência mesmo sem o apoio dos meios de comunicação. Dentre os grandes nomes que estiveram no festival podemos citar Gregory Isaacs, Lucky Dube, Alpha Blondy, Israel Vibration, Bunny Wailer, Groundation, SOJA, U-Roy, Culture, Koko Dembele, Siddy Ranks, Natiruts, Ponto de Equilíbrio, Mato Seco, Edson Gomes, Tribo de Jah e muitos outros.
Em 2017 a organização resolveu apostar em algumas novidades há muito tempo pedidas, mas que em outras edições não foram possíveis por indisponibilidade de datas dos artistas ou questões de logística para realização dos shows no Brasil. Esse ano teremos nada menos que 4 atrações internacionais, duas delas pela primeira vez no República do Reggae – MORGAN HERITAGE e CLINTON FEARON. A grade ainda conta com ALPHA BLONDY, THE CONGOS, PONTO DE EQUILÍBRIO, EDSON GOMES e a volta da TRIBO DE JAH ao República. Além desses ícones, teremos de volta o palco resistência, dedicado aos artistas emergentes da terra e a DUB ARENA, com uma programação fantástica de MCs, DJs e Singjays.
MORGAN HERITAGE
O Morgan Heritage é uma família musical e estará no Brasil pela primeira vez. Eles possuem uma extensa discografia, diversos hits e foram ganhadores do Grammy de Melhor Álbum de Reggae de 2016. A banda é pedida no Brasil há mais de uma década e o República do Reggae irá realizar o sonho de muitos fãs.
ALPHA BLONDY
Alpha Blondy é um dos veteranos mais queridos pelo público baiano e todo ano figura entre os primeiros nas pesquisas de opinião popular. Carismático e com um show eletrizante, Alpha vem ao Brasil divulgar seu mais novo álbum “Positive Energy” além dos seus clássicos como “Jerusalem”, “Masada” e “Cocody Rock”.
CLINTON FEARON
Fundador do The Gladiators junto com Albert Griffiths, Clinton Fearon é o criador de grande parte dos hits da banda. Ele é um dos poucos artistas que decidiu sair em carreira solo e segue bem-sucedido após tantos anos. Clinton é presença garantida nos maiores festivais da Europa e vem ao República do Reggae pela primeira vez.
THE CONGOS
Mais uma atração lendária no palco do República do Reggae. O The Congos é um quarteto vocal jamaicano formado na década de 70 e que continua em atividade. Alguns dos seus discos são obrigatórios na discografia de qualquer regueiro que se preze. Eles também são conhecidos por terem gravado um dos maiores hits do Ponto de Equilíbrio, a faixa “Novo Dia”.
PONTO DE EQUILÍBRIO
O “Ponto” como é carinhosamente chamado pelos fãs possui enorme popularidade na Bahia e mais uma vez ficou entre as mais pedidas do público para o República. Atendemos os pedidos, então se preparem para mais um show eletrizante de Helio Bentes e companhia.
EDSON GOMES
Edson dispensa maiores apresentações, é um dos pioneiros do reggae no Brasil e um dos mais importantes compositores da Bahia, conhecido internacionalmente. Sua música transcende gerações e a mensagem continua atual.
TRIBO DE JAH
A Tribo de Jah juntamente com Edson Gomes é uma das bandas mais históricas do reggae brasileiro. Originalmente do Maranhão, eles estarão de volta a Salvador após muitos anos e muitos pedidos dos fãs. A Tribo irá lançar no República seu novo álbum “Confissões de um velho Regueiro”.
PALCO RESISTÊNCIA
Em breve anunciaremos a grade de atrações do palco resistência, com bandas locais e que buscam seu espaço na cena. Pelo “Resistência” já passaram grandes artistas e revelações como Edy Vox, Dissidência, Igor Salify, Moa Anbesa, Semente da Paz, Irmandade Brasmorra e muitos outros.
DUB ARENA
Estamos preparando uma programação super especial para mais uma novidade que será o DUB ARENA, contemplando diversos cantores, MCs, DJs e Singjays de Salvador e outras regiões do estado.
A ESTRUTURA
Buscando maior conforto e segurança, em 2017 mais uma novidade do República serão os setores para que o público tenha mais possibilidade de escolha e sinta-se mais à vontade. Todos os espaços terão infraestrutura específica. O evento acontecerá na parte interna do Wet que passou por reformas e está ainda melhor. O República também contará com bares, praça de alimentação e a Feira Hippie de Arembepe onde artesãos locais que irão expor seus produtos. Conheça os setores:
ARENA JAMMING
A Arena Jamming (pista) terá acesso à frente do palco principal e a todos os atrativos do festival como Palco Resistência, o DUB ARENA e a Aldeia Hippie.
SETOR ONE LOVE
O Setor One Love homenageia o rei do reggae e será lateral ao palco principal com acesso à frente, sanitários exclusivos, decoração e acesso à Arena Jamming. Idosos, deficientes físicos, visuais ou auditivos que estiverem na ARENA JAMMING têm acesso gratuito a esse setor.
CAMAROTE SURFOREGGAE
O Camarote desse ano terá uma área elevada e coberta e bem localizada na lateral do palco, bem mais próximo do que o camarote da ultima edição. É uma homenagem do República do Reggae ao maior portal de Reggae do país.
ALDEIA HIPPIE
A feira de artesanato da República tem crescido a cada ano, dezenas de artesãos e artistas comparecem a feira para expor e vender seus produtos – sem esquecer da presença dos Hippies de Arembepe que montam seus stands com produtos incríveis na Republica do Reggae.
Serviço:
Data: 18 de novembro
Local: Wet'n Wild
Atrações: Morgan Heritage, The Congos, Tribo de Jah, Edson Gomes, Ponto de Equílibro, Clinton Fearon e Alpha Blondy
Vendas: A partir de 4 de setembro nos balcões dos shoppings e pelo site pida.com.br em até 6 x no cartão (promoção apenas para o lote promocional no balcão do Shopping Piedade e na loja Pida do Salvador Shooping).
Para experimentar a bebida sem ser preso, é preciso viajar para a Califórnia
Com a legalização da maconha em diversos estados americanos, o mercado do produto começa a se expandir.
Com os estudos sobre o produto e suas propriedades, perceberam que é possível utilizar da cannabis para fins distintos: da famosa erva recreacional — aquela que dá barato— até comidas com os efeitos medicinais, que podem ser encontradas nas dispensaries, loja habilitadas a comercializar a maconha e derivados.
Entre a infinita gama de misturas entre maconha e outros produtos, claro que um não ficaria de fora: a cerveja.
Comprada pela Heineken no início de 2017, a Lagunitas Brewing Company lançou a SuperCritical, uma IPA especial feita com infusão de óleo de maconha, que está à venda apenas em bares do estado da Califórnia (por motivos óbvios de legislação).
Mas se você acha que essa é a cerveja perfeita para ficar doidão, esqueça. Como dissemos acima, estudos com maconha tornaram possível isolar algumas características da planta.
Sendo assim, a cerveja não tem nenhum traço de THC, a substância psicoativa da cannabis.
O que a Lagunitas queria quando resolveu misturar a erva com a cerveja era um componente chamado terpeno, responsável pelo aroma tanto do lúpulo quanto da maconha.
Apesar de contar com a substância, o lúpulo não produz a mesma quantidade e variedade de terpenos que a cannabis. A mistura, então, foi uma maneira que a cervejaria encontrou de produzir uma bebida mais aromática.
“Usar terpenos de maconha na cerveja foi como trazer notas que não existiam antes em uma escala musical”, comparou Jeremy Marshall, mestre cervejeiro da marca.
Formada em 2013, no Padre Zé - João Pessoa - PB, com influências nordestinas, pregando igualdade, amor, liberdade, e a filosofia rastafari, e com letras autorais no estilo roots.
Tem como Influências
Bob Marley e sua filosofia de vida Rastafari, de luta e resistencia contra o sistema.